Falhas de segurança da informação em pequenos escritórios de advocacia também podem ser a porta de entrada de cibercriminosos. Uma senha reutilizada, um equipamento desatualizado ou um acesso que deveria ter sido revogado podem ser suficientes para abrir uma porta.
Você já ouviu falar do golpe do falso advogado, talvez tenha sido até vítima desse crime. Mas, se hoje o notebook do seu escritório for roubado ou invadido, você vai conseguir trabalhar amanhã, com um prazo vencendo?
Os dois casos são graves, mas o estrago é diferente. No primeiro, os dados explorados são os dos processos que estão nos tribunais. No segundo, o que está em jogo são documentos, contratos, dados administrativos e financeiros, provas e imagens, conteúdo valioso para cibercriminosos. Escritórios de advocacia sem proteção podem ser alvos estratégicos.
Quantos ataques cibernéticos o Brasil sofre por minuto?
Segundo o Cenário Global de Ameaças de 2026, do FortiGuard Labs, laboratório de pesquisa da Fortinet, empresa global de cibersegurança, o Brasil teve 753,8 bilhões de tentativas de ataque em 2025. Cerca de 1,4 milhão por minuto. Para a empresa, o crime cibernético se revela cada vez mais como uma indústria organizada, com automação, especialização e inteligência artificial.
Quando o crime opera nessa escala, o tamanho da vítima importa menos do que a facilidade de entrada. Por isso, não são só grandes bancos, multinacionais ou órgãos governamentais que estão na mira. Escritórios de advocacia de pequeno, médio e grande porte precisam colocar a segurança da informação no planejamento de crescimento e de continuidade do negócio. E isso vai muito além de trocar a senha a cada três meses.
Por que o pequeno escritório também é alvo?
“O criminoso não precisa necessariamente atacar a tecnologia mais sofisticada do escritório. Ele procura a porta que está aberta, e o pequeno escritório também é alvo. Às vezes, justamente porque possui menos estrutura de segurança, menos monitoramento e menos processos de controle de acesso”, detalha o Coordenador de Tecnologia da Advise, Rodolfo Bruno.
Na prática, a porta aberta tem cara de rotina: uma senha reutilizada, um e-mail comprometido, um computador que não é atualizado há muito tempo, um acesso a um sistema que deveria ter sido revogado, um clique em um link malicioso.
Qualquer um desses descuidos pode abrir caminho para vazamento ou roubo de dados. Para o advogado, o prejuízo não para na operação: o sigilo profissional e a LGPD entram na conta.
“Segurança normalmente só entra na conversa depois que alguma coisa acontece”, pontua Rodolfo.
Usar inteligência artificial no escritório é seguro?
Esse “depois” nem sempre vem de um invasor. Às vezes vem de uma decisão de produtividade, tomada com a melhor das intenções. A inteligência artificial é o exemplo mais comum: pode expor o escritório se não houver regras. O problema não é usar IA. É usar sem saber o que acontece com a informação depois que ela é enviada.
Vamos analisar uma situação: você atua em um caso cujo processo está sob segredo de justiça. Contratou uma IA de que gosta, porque ela não “alucina” e traz informações adequadas. Para fazer a contestação de um documento, você anexa o PDF do processo à ferramenta. O que estava protegido juridicamente até ali sai do seu controle. No fundo, você não sabe exatamente o que acontece com a informação depois do envio, nem onde aquele documento ficará armazenado. O arquivo poderá ser acessado por outra pessoa ou empresa que utiliza essa IA.
Segurança da informação: como proteger os dados do escritório de advocacia??
E não é só o que sai do escritório que preocupa. Os arquivos que estão dentro do seu notebook podem ficar vulneráveis se forem expostos ou comprometidos. Medidas simples, como a utilização de bom antivírus – atualizado -, e utilização de boas práticas de segurança em equipamentos, como a adoção de uma rotina de backup, podem salvar o seu escritório.
“O procedimento seguro é ter uma rotina definida de backup, manter cópias independentes, proteger essas cópias contra exclusão ou comprometimento e, principalmente, testar periodicamente a restauração”, explica Rodolfo.
Ele ainda deixa um alerta:
“Backup que nunca foi restaurado é uma promessa, não uma garantia. O escritório precisa saber o que está sendo copiado, com que frequência, por quanto tempo, onde está a cópia e quanto tempo levaria para recuperar os dados”, finaliza.
Seu escritório está seguro? Responda a estas três situações
Saber onde está a cópia e quanto tempo leva para recuperá-la é o que separa o escritório que volta a trabalhar do que para. Um teste rápido mostra de que lado o seu está:
- Seu notebook foi roubado hoje. Você consegue acessar seus dados de outro computador amanhã?
- Seu e-mail foi comprometido. O invasor consegue chegar aos documentos, sistemas e informações dos clientes?
- O sistema que você usa ficou indisponível. Você sabe onde está a última cópia dos seus dados e quanto tempo levaria para voltar a trabalhar?
Se você não conseguir responder rapidamente às três perguntas, já existe um ponto de atenção a ajustar.
Para ir além, peça a alguém da sua equipe que liste onde estão armazenados os cinco documentos mais importantes do escritório. Se cada pessoa der uma resposta diferente, provavelmente o escritório não tem uma gestão adequada da informação.
Lembre-se: segurança não é apenas impedir que alguém entre no sistema. É também garantir que, se alguma coisa acontecer, o escritório continue funcionando.
Como a Advise protege os dados dos clientes?
Para quem confia dados de clientes a um sistema, vale a mesma régua.
Na Advise, a proteção funciona em camadas, e cada uma delas passa todos os dias por verificações e testes rigorosos para barrar invasões e ataques.
Os backups são diários e podem ser restaurados em caso de perda ou violação de arquivos. Também usamos criptografia de ponta a ponta, sistemas de alerta em tempo real e armazenamento em servidores internos e em nuvem, com a estrutura funcionando 24 horas por dia.
- Publicações antigas: o Advise Hub guarda mais do que você imagina
- Seu notebook foi roubado hoje. O prazo vence amanhã.
- A Agenda do Advise Hub está de cara nova
- Seu escritório está preparado para a advocacia que vem pela frente?
- A Era dos Litígios Judiciais: uso da tecnologia para evitar perda de prazos
